Publicado em Alimentação

Alimentos transgênicos: este assunto já está na sua mesa!

14 de agosto de 2018

Alimentos transgênicos: este assunto já está na sua mesa!

Todo organismo que, através de técnicas de engenharia genética receber genes de outros organismos é chamado de transgênico. Esta transgenia objetiva, por meio desta manipulação, inserir e combinar determinadas características de uma forma que nunca aconteceria na natureza, porque combina DNAs de organismos que jamais se cruzariam por métodos naturais. Este procedimento pode ser feito inclusive entre organismos de espécies diferentes (inserir um gene de um vírus em uma planta por exemplo).

Esta aplicação nos alimentos é muito controversa pois as sementes são modificadas geneticamente para resistirem à pragas e venenos, sem apresentarem nenhum benefício ao consumo humano e tendo em vista apenas o lucro e o aumento na produção.

Os defensores dos alimentos transgênicos atestam que esta maneira de cultivo reduziria o problema da fome pois aumentaria a produção. Mas, na verdade, os transgênicos potencializam o problema: sua produtividade não é superior à dos alimentos convencionais e orgânicos e são mais caros em razão dos royalties a serem pagos, fazendo crescer o custo e prejudicando os agricultores. Para seu plantio, também utilizam uma carga maior de inseticidas, pesticidas, fungicidas e agrotóxicos cujo o contato e ingestão já são comprovadamente nocivos à saúde humana. Neste cenário, os transgênicos apresentam um duplo risco: primeiro por serem resistentes a agrotóxicos ou possuírem propriedades inseticidas e segundo porque seu uso contínuo leva a resistência de pragas, aumentando o uso dos venenos.

Toda vez que compramos um alimento transgênico incentivamos este tipo de atividade e o surgimento destes problemas que colocam rem risco a saúde e o meio ambiente.

A contaminação do solo

O cultivo contínuo dos produtos transgênicos representam um alto risco de perda de biodiversidade, tanto pelo aumento do uso de químicos quanto pela contaminação das sementes naturais. No cultivo de sementes transgênicas, o solo fica comprometido e há um desequilíbrio de insetos e ervas daninhas.

Riscos para a agricultura

As espécies transgênicas são protegidas por patentes o que significa que o agricultor que decide utilizá-las tem que pagar royalties para a empresa proprietária da tecnologia. A consequência imediata é aumentar a dependência do agricultor com estas empresas, entrando em um ciclo difícil de sair, ficando com a produção limitada somente a este tipo de produto, empobrecendo o solo por conta do uso de muitos venenos e criando dívidas.

Riscos para os consumidores

Aumento de substâncias tóxicas e maior quantidade de resíduos de agrotóxicos – Ao inserir genes resistentes aos agrotóxicos nas sementes transgênicas, as pragas acabam por desenvolver resistência também. Este fato acaba por exigir maior aplicação de veneno e consequentemente, acaba por fazer com que os produtos tenham uma quantidade maior de resíduos altamente prejudiciais. Para se ter uma ideia, desde 2004, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aumentou no Brasil em 50 vezes o limite de uso do glifosato (herbicida aplicado na soja transgênica). Além de aumentar muito a carga de veneno que os agricultores e os consumidores têm contato ao manusear e consumir estes alimentos transgênicos, as consequências para o meio ambiente também são devastadoras: maior poluição dos solos, rios e desequilíbrios muito sérios no ecossistema.

Aumento das alergias -Quando se insere um gene de um organismo em outro, novos compostos são formados. Quando se trata de um alimento, por exemplo, já é cientificamente comprovado que seu consumo provoca alergias.

Aumento de resistência a antibióticos– Para comprovar que a modificação genética deu certo, os cientistas inserem genes resistentes a antibióticos nas sementes transgênicas. E isso provoca o aumento da resistência a antibióticos no seres humanos que as consomem. Em outras palavras, o fato reduz ou anula a eficácia dos antibióticos nas pessoas quando elas precisam tomá-los para combater vírus, bactérias, etc.

Infertilidade – O herbicida glifosato, amplamente aplicado nos cultivos transgênicos é o maior causador de infertilidade. Um exemplo disto é o próprio gado alimentado com milho e sojas transgênicos. Para se reproduzir, hoje em dia, é necessário o uso da inseminação artificial e não há sucesso sem no mínimo 8 tentativas do procedimento.

Riscos ao Meio Ambiente

Prejuízo ao meio ambiente – os perigos que o cultivo de transgênicos oferece ao meio ambiente são muitos. Pelo aumento do uso dos agrotóxicos, há uma maior poluição dos recursos naturais. E para o Brasil, dono de uma biodiversidade incrível, os prejuízos decorrentes da poluição genética são também muito graves.

Poluição genética e polinização cruzada – O termo poluição genética significa que as mudanças genéticas podem trazer alterações negativas. Esta mistura de populações possuem implicações de ordens ecológicas e práticas como extinguir a população nativa, alterar os padrões de diversidade genética e afetar a evolução desta população. O caso da polinização cruzada, por exemplo, é uma situação muito séria. A polinização cruzada é quando o pólen de uma flor fecunda outra flor, seja da mesma planta ou de outra, através do vento. O problema é que as plantas transgênicas estão polinizando plantas naturais e alterando o código genético destas novas plantas, trazendo assim, o perigo de extinção para as plantas nativas. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) recomenda muita cautela na liberação dos transgênicos, justamente porque eles têm causado mutações biológicas e levado ao aparecimento de espécies invasoras e superpragas.

Posicionamento dos demais países com relação aos produtos transgênicos

Atualmente, há um grande debate relacionado à inserção dos alimentos geneticamente modificados no mercado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já reconheceu que esta tecnologia tem riscos potenciais e recomenda mais pesquisas. Há estudos muito sérios provando a toxicidade dos transgênicos nos animais, que relatam alergias, infertilidade, malformações congênitas, alterações no sistema imunológico, desenvolvimento de tumores e elevação na taxas de mortalidade. 

Países como Japão, Austrália, Nova Zelândia, Áustria, Romênia, Hungria, Grécia, Bulgária, Luxemburgo, França, Suíça, Irlanda, Ilha da Madeira rejeitam fortemente e proíbem a comercialização dos produtos transgênicos. O plantio generalizado de algodão transgênico na Índia provoca uma enorme tragédia, onde cerca de 1000 agricultores cometem suicídio a cada mês como resultado da quebra de safras e das dívidas causadas pelo plantio das sementes transgênicas.

Alimentos transgênicos no Brasil

No nosso país, diversos alimentos com ingredientes à base de transgênicos são consumidos indiscriminadamente. Notamos também que a indústria não informa aos consumidores corretamente sobre a sua utilização e seus efeitos. Testes a médio e a longo prazo são evitados e ainda não há comprovação de segurança do uso destes produtos. Todos os consumidores têm o direito de conhecer o conteúdo e os ingredientes dos produtos que consomem e inclusive de suas consequências. O cultivo de soja transgênica ocupa 91,8% da safra no Brasil e o cultivo de milho transgênico ocupa 82,5% por cento da área total cultivada. O algodão transgênico também é cultivado em nosso país correspondendo a 65% da safra total. Por isso fique sempre atento e saiba: todos os produtos derivados de milho, soja e algodão no Brasil contêm transgênicos e nem todos os alimentos que os contêm sinalizam isto nas embalagens. Para evitar consumi-los, adquira sempre alimentos com selos de orgânico.

O símbolo do Transgênico

Em 2003 foi publicado um decreto (4680/03) que obriga as empresas a identificarem com um T preto sobre o triângulo amarelo todo produto que contiver mais do que 1% de ingredientes transgênicos. Consumimos hoje diversos produtos à base de transgênicos: amido de milho, fermentos químicos, farinha de milho, óleo de milho, óleo de soja, óleo de canola, salgadinhos industrializados, chocolates, frutas, pães, bolos, biscoitos, arroz, feijão, salmão, cereais matinais, congelados, etc. e o pior, nem todos estes alimentos possuem o selo que indica o uso dos transgênicos. E desde 2007 parlamentares da bancada ruralista propõem projetos que visam acabar com a rotulagem dos transgênicos no Brasil. Em abril deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que dispensa a obrigatoriedade do símbolo de transgenia nos rótulos dos alimentos. Isto significa que, se a lei for aprovada pelo Senado, definitivamente, não saberemos mais quando estamos consumindo os transgênicos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) as sementes geneticamente modificadas são prejudiciais e são as responsáveis por colocar o Brasil no primeiro lugar de consumo de agrotóxicos no mundo desde 2009. Leia o relatório completo do INCA sobre agrotóxicos e transgênicos na íntegra aqui!

Solução: consuma somente produtos orgânicos com selos que atestem sua qualidade

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Coco, o superalimento

27 de março de 2018

Coco, o superalimento

Dentro deste fruto dos coqueiros, há uma força inigualável. Versátil e poderoso, encontramos nele benefícios imensos à saúde humana. Estando verde, permite que sua água seja consumida em maior quantidade e estando maduro pode ser apreciado de várias maneiras, possuindo também as tão importantes fibras.
O valor nutritivo do coco apresenta um ótimo teor de sais minerais principalmente potássio e fósforo, sendo assim, indicado para combater a arteriosclerose, enfermidades dos nervos, cérebro e pulmões, além de ser ótimo para os diabéticos. O fruto contém cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, zinco, manganês, selênio, vitamina C, piridoxina (vitamina B6), vitamina B12, tiamina (vitamina B1), riboflavina (vitamina B2), niacina (vitamina B3), ácidos graxos e cobre. O maior coqueiral do planeta fica aqui no Brasil, na região Amazônica. A medicina Ayurveda (conhecimento médico mais antigo do mundo, desenvolvido na Índia) utiliza o coco há mais de 4000 anos para tratar diversos problemas de saúde e nutrir o corpo.

O poder invencível do óleo de coco

O óleo de coco é derivado da massa do coco e rico em ácidos graxos de cadeia média, portanto de fácil metabolização e pouca capacidade de oxidação, podendo ser levado ao fogo em altas temperaturas sem perder nenhum de seus benefícios e nutrientes. Possui de 44 a 52% de ácido láurico que se transforma em monolaurina em nosso corpo, destruindo as membranas que envolvem os vírus bem como tornando inativas bactérias, leveduras e fungos maléficos à saúde. Este ácido láurico possui uma atividade antiviral que atua, conforme pesquisas científicas realizadas recentemente inibindo o desenvolvimento do HIV, pois destrói as membranas das células que protegem o vírus e fortalece o sistema imunológico fazendo a medula óssea fabricar mais células de defesa. Também possui 7% de ácido cáprico, um composto que possui atividades microbianas e que é um poderoso agente anti-inflamatório que combate cândida, citomegalovírus, clamídia, estreptococos, h.pylori, influenza e estafilococos. Também auxilia no balanceamento das taxas de colesterol no sangue, aumentando o bom colesterol. Contribui para a perda de peso em excesso e também é utilizado para tratamentos de pele como óleo corporal e como remédio para queimaduras e cortes.


O Óleo de Coco é um alimento. Portanto, não há uma "dose" certa, devendo prevalecer o bom senso adotado para outros alimentos associados a benefícios de saúde, como o chocolate amargo, o vinho tinto, o chá verde, entre outros. Nos países onde o consumo do óleo de coco faz parte da rotina alimentar, o uso varia de 30 a 45 mL por dia (de 2 a 3 colheres das de sopa).
Pode ser utilizado como tempero de saladas, adicionado a shakes, misturado com granola, iogurte, salada de frutas, etc. Pode também substituir os outros óleos utilizados na cozinha ou ser empregado em qualquer outro preparo culinário idealizado por você. Pode-se também tomar com uma colher. Algumas pessoas ingerem 30 minutos ou 1 hora antes da refeição, para gerar sensação de saciedade, ou após atividades físicas, com o objetivo de aumentar o efeito sobre gorduras localizadas.


Experimente e sinta todos estes e muitos outros benefícios que o coco pode lhe trazer!

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